Cientistas brasileiros estão a ponto de começar a produzir artificialmente veneno de cobra em laboratório, para uso terapêutico e antídotos, no Instituto Butantã, dedicado à produção de vacinas e soros para o Brasil e outros países sul-americanos.
A pesquisa, iniciada em 1994, ‘‘já chegou no meio do caminho: estamos tentando reproduzir (em cultivos artificiais de laboratório) as células de secreção das cobras para criar o veneno’’, declarou a cientista farmacêutica Norma Yamanouye.
A conquista principal até o momento foi um cultivo dessas células, que conseguiu se manter por 21 dias, ‘‘o que mostra que estamos no caminho certo para conseguir produzir o veneno, sem a necessidade de ter que extraí-lo das cobras vivas’’.
Uma pesquisa das mesmas características está sendo realizada na Rússia, enquanto que nos Estados Unidos uma equipe de cientistas conseguiu cultivar células da glândula salivar, muito parecida com a que produz o veneno, mas até hoje não se conseguiu reproduzir veneno em laboratório, lembrou a cientista.
O veneno é utilizado na criação de antídotos para pessoas que foram mordidas por cobras, e também para outros fins terapêuticos, como um medicamento usado no tratamento da hipertensão. (France Presse)

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