Mais da metade dos brasileiros presos no Paraguai está em cidades fronteiriças ao Brasil. Dos 146 internos, 98 (67%) estão em penitenciárias ligadas geograficamente ao Paraná e Mato Grosso do Sul. A justificativa: as regiões são as preferidas dos migrantes, são rotas de narcotráfico e contrabando, além de centros comerciais que atraem ladrões.
As demais penitenciárias possuem pequenos grupos de internos, espalhados pelo interior do país vizinho. O perfil revela supremacia de homens (93%) e o fato de serem jovens – 53% dos internos têm de 18 a 30 anos (ver gráfico).
Vizinha de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este é a campeã entre as 12 penitenciárias e 2 institutos para adolescentes do Paraguai, com 67 detentos. Deste total, 19 estão presos por homicídio, 15 por roubo/furto e 11 por tráfico. O restante responde por outros crimes.
O segundo município paraguaio com maior número de brasileiros é Pedro Juan Caballero, divisa com a brasileira Ponta Porã (MS). A capital do departamento de Amambay abriga 31 presos. Destes, 16 respondem por tráfico, 9 por homicídio, 5 por roubo/furto e 1 por sequestro.
Assunção também tem 31 detentos, mas incluindo as penitenciárias da região metropolitana e um instituto penal de adolescentes. Por estar distante da fronteira (325 km), a capital do Paraguai revela um realidade um pouco diferente. Lá, a maioria responde por homicídio e apenas quatro por tráfico.(A.P)

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