Brasileiros aceitam aborto de anencéfalo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Agência Graffo 
O tema é polêmico e já provocou discussões calorosas, principalmente no STF (Supremo Tribunal Federal) que entre os meses de agosto e setembro deste ano realizou audiência públicas para decidir se o aborto de anencéfalos deve ou não ser liberado no Brasil.
Em meio a tudo isso, os brasileiros se posicionam e a maioria, inclusive dos católicos, considera que a mulher deve ter garantido o direito de escolha nos casos de interrupção da gestação de feto sem cérebro. Os brasileiros também consideram tortura obrigar uma mulher a manter a gestação de feto com anencefalia contra sua vontade. A pesquisa foi realizada pelo Ibope a pedido da organização Católicas pelo Direito de Decidir e Anis (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero).
Há três meses, após notícias sobre o indiciamento de centenas de mulheres por suspeita de aborto terem ganhado maior repercussão, um grupo de advogadas pertencente a organizações de saúde e de direito das mulheres foi a Campo Grande acompanhar de perto os procedimentos da Justiça local. O que viram resultou em um relatório sobre o caso, que foi enviado à ONG Anistia Internacional. Um dos principais problemas apontados foi o desrespeito dos prontuários médicos, apreendidos sem um pedido especial e depois expostos à consulta pública por cerca de sete dias úteis. Tecnicamente, o prontuário médico é um documento sigiloso, tanto quanto os documentos encontrados nos escritórios de advocacia, tanto quanto as contas bancárias de cada pessoa, explica Samantha Buglione, do movimento Jornadas pelo Aborto Legal e Seguro.


