Brasileiro vive em média 14,6 anos com deficiência
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sexta-feira, 27 de junho de 2003
Agência Estado 
Rio - A esperança de vida do brasileiro ao nascer está perto dos 69 anos (68,6 anos em 2000), mas apenas 54 deles serão vividos sem qualquer tipo de incapacidade. Ou seja, nos últimos 14,6 anos de vida o brasileiro terá de conviver com algum tipo de deficiência física ou mental.
O cálculo foi feito pelo IBGE com base nos dados sobre portadores de deficiência do Censo 2000, para chegar ao índice internacional chamado Esperança de Vida ao Nascimento Livre de Incapacidade (DFLE). Os números estão na pesquisa Características Gerais da População, divulgada ontem.
Em números absolutos, dos 24,6 milhões de portadores de deficiência do País (14,5% da população), a maior incidência (8,6 milhões) está nas pessoas que têm entre 40 e 60 anos e, portanto, em idade ativa. Em proporção, o índice vai aumentando de acordo com a idade, chegando a atingir 70% dos brasileiros com 80 anos ou mais.
A DFLE brasileira indica que as mulheres viverão 77% de seus anos de vida livres de incapacidade enquanto os homens viverão 80% do tempo sem deficiências. No total da população, 79% da vida será de plena capacidade física e mental.
Assim como têm expectativa de vida maior do que os homens, as mulheres também viverão mais tempo com incapacidades físicas ou mentais. A esperança de vida livre de incapacidade é de 52,1 anos para a população masculina e de 55,9 anos para a feminina. Porém, como a esperança de vida dos homens é 64,8 anos e a das mulheres chega a 72,6, elas conviverão por mais tempo com a incapacidade.
A necessidade de se medir a esperança de vida sem deficiência surgiu com a tendência mundial de envelhecimento da população. O indicador baseado apenas na mortalidade deixou então de ser satisfatório, segundo o relatório do IBGE, porque não retratava as condições de saúde da população.


