Uma pesquisa realizada em oito países mostra que o brasileiro possui o menor nível de preocupação em relação ao crescimento da produção dos alimentos transgênicos. Dos oito países pesquisados, o Brasil foi o que apresentou o maior nível de entrevistados (61%) que consideram a questão dos alimentos modificados geneticamente como um assunto de ciência e tecnologia e não de saúde alimentar. A pesquisa também apontou o Brasil como o país com o menor nível de rejeição aos transgênicos. ‘‘Apenas 45% dos entrevistados brasileiros consideram os transgênicos negativos’’, afirma Joanna Karman, diretora do setor de agribusiness da empresa de pesquisas Angus Reid Group, no relatório sobre a pesquisa.
No Japão, 82% dos entrevistados apontaram os transgênicos como negativos. A pesquisa foi realizada no início deste ano pelo Angus Reid Group, uma companhia que faz pesquisas sociais e de mercado para os setores público e privado. A pesquisa foi realizada através de entrevistas com 5.005 consumidores adultos da Austrália, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Japão, Grã-Bretanha e Estados Unidos. O tema da pesquisa foi a questão dos alimentos geneticamente modificados e os resultados geraram o documento ‘‘Uma Nova Visão Alimentar: A Reação do Consumidor ao Uso da Biotecnologia em Alimentos’’. -
A pesquisa revelou que o Brasil está na contramão já que os demais sete países tem um índice de rejeição aos transgênicos maior que 50%. Mesmo os Estados Unidos, onde o plantio de transgênicos é liberado, apresentou um índice de rejeição de 51%. A pesquisa também apontou que 14% dos brasileiros acreditam que os transgênicos possuem muitos benefícios e apresentam, no geral, características benéficas. O número é elevado em comparação com a percentagem registrada nos demais sete países que oscilaram entre o mínimo de 1% na França até 4% na Austrália e no Japão.

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