Buenos Aires, 28 (AE-ANSA) - O brasileiro Wilson dos Santos pediu à Justiça argentina para que possa se declarar mais uma vez como testemunha do atentado contra a mutual judaica AMIA, que em 18 de julho de 1994 causou a morte de 86 pessoas e ferimentos em outras 300, disseram hoje autoridades.
Santos, que havia testemunhado meses atrás sem apresentar informações relevantes, segundo os investigadores, pediu para servir de testemunha mais uma vez através de um vídeo recebido pela Unidade Antiterrorista (UA) argentina.
A embaixada do Brasil na Argentina recebeu o videoteipe e um pedido oficial de colaboração da chancelaria para que Santos, testemunha protegida em território brasileiro, possa viajar e testemunhar.
Santos retornou à cena em 1998 em declarações de uma iraniana
Nasrim Mokhatri, que assegurou que ele confessou sua participação no atentado contra a embaixada de Israel em 1992, que resultou em 26 mortes.
Promotores argentinos viajaram para o Brasil para tomar o testemunho de Santos, mas não obtiveram nada conclusivo segundo a avaliação de funcionários judiciais.
Em uma primeira declaração diante da Justiça, pouco depois do atentado, Santos havia assegurado que avisou na Europa três consulados argentinos sobre o atentado de 1994, mas negou a informação diante dos procurados no Brasil.

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