Brasileiro prefere trabalhar na proteção de tartarugas
Rio, 17 (AE) - O biólogo paulista Sandro Marques, de 28 anos, pode ser o primeiro ecovoluntário brasileiro, mas, ao contrário da maioria, ele quer trabalhar em um programa nacional: o Tamar, que visa à proteção de tartarugas marinhas. "Acho que a gente tem de dar valor ao que tem aqui; tem muito campo para explorar", afirma o biólogo Marques, especializado em fauna silvestre.
"Prefiro proteger o papagaio-de-papo-amarelo no Pantanal a observar foca na Turquia." Ele vai acompanhar a desova de tartarugas em três estações do Tamar no Espírito Santo.
A curiosidade pelo País também está dividindo a médica catarinense Marion Von Buettner, de 59 anos. Ela estava decidida a participar do programa de proteção a tigres indianos, mas, agora, cogita a hipótese de participar de projetos na floresta amazônica. "A vida é muito corrida, quero fazer algo que nunca fiz", diz Marion, que trabalhou por 34 anos nos Estados Unidos, onde atuava em entidades ecológicas.
Diferenças - O gosto por cavalos e por lugares exóticos pode levar a jornalista carioca Sílvia Serra, de 28 anos, à Mongólia. "Gosto da idéia de que ainda existam cavalos selvagens", afirma a jornalista. Para diminuir o custo da passagem, Sílvia vai voar até a China e fará de trem a rota Pequim-Ulaambataar. Ela disse que não se assusta com as diferenças de costumes entre o Brasil e a Mongólia.
A organização não-governamental Ecovolunteer Program (EP) orienta os ecovoluntários naquele país a nunca recusar ofertas cerimoniosas de chá - mesmo que ele esteja salgado. Pode ser considerado ofensa. Também não se deve aceitar qualquer oferta de comida ou bebida com a mão esquerda, que é considerada impura.
"Pode-se apoiar com a mão esquerda o cotovelo direito enquanto estiver aceitando o alimento, para simbolizar que a oferta é aceita com ambas as mãos", explica a engenheira florestal Valéria Braga. Para demonstrar que está satisfeito com a comida, deve-se desenrolar as mangas de sua camisa ou casaco, não importando a temperatura que esteja fazendo. Se a pessoa estiver usando camiseta, deve fingir que está desenrolando as mangas enquanto for servido.
Conduta - Também há regras de conduta para a Turquia. Não se deve gritar em público, por exemplo. "Um comportamento muito brincalhão pode ter interpretação sexual", diz a engenheira Valéria. Outra regra é nunca beijar ou abraçar em público. O máximo permitido entre namorados é andar de mãos dadas. Também é proibido beijar na frente das portas de entrada ou dos fundos. "O respeito à cultura local é primordial", adverte.





