Brasileiro morto em 2001 é enterrado no Paraguai
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quarta-feira, 03 de julho de 2002
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - O corpo do brasileiro Emerson Ramos Magrini foi enterrado ontem no Paraguai, mais de seis anos após sua morte na cadeia de Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu. O enterro contraria vontade dos parentes, que queriam enterrá-lo na cidade onde residem, em São José dos Campos (SP).
Preso em setembro de 2000, ele morreu aos 31 anos, queimado no motim na penitenciária ocorrido em 14 de dezembro de 2001, enquanto cumpria pena de cinco anos por tráfico de 45 quilos de maconha.
Desde a tragédia, o cadáver permaneceu numa câmara fria da Funerária Bom Jesus. Sem os R$ 7 mil cobrados pelos serviços da empresa, a família tentou ajuda do Consulado do Brasil para remover o corpo. O órgão disse não ser responsável pelo transporte de brasileiros mortos no país.
O sepultamento foi autorizado pelo juiz da Vara de Execução e Sentença do Departamento (estado) de Alto Paraná, que havia havia recebido pedido da advogada de Emerson, Maribel de Acosta. ''Tentei falar com a família, mas o telefone não estava fora de área'', disse Maribel.
A irmã do brasileiro, Patrícia Magrini, 29, demonstrou revolta ao ser informada do funeral pela reportagem. ''Mas como? A autorização não foi dada. Vou consultar um advogado amanhã (hoje)'', disse, lembrando que o irmão chegou a mandar uma carta, na qual relata o desejo de ser enterrado no Brasil, ''se alguma coisa der errado''.


