Brasileiro indiciado na Suíça por vender milagres
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Agência Estado 
Genebra - O tribunal da cidade de Friburgo, na Suíça, indiciou um brasileiro, cujo nome completo não foi revelado, por extorquir e até incitar a prostituição. O julgamento deve ocorrer no final do ano. O advogado do brasileiro nega que seu cliente seja culpado. A prática de trabalhos espirituais na Suíça é autorizado e uma cobrança em dinheiro também é acatada pela lei. O que não é permitido é o abuso e a prática de extorsão. Existe o direito de cobrar para prever o futuro. Mas o problema é quando o montante cobrado não tem relação com a prestação do serviço ou quando o mago explora a fraqueza de suas vítimas, afirmou o juiz de instrução Jean-Luc Mooser, encarregado do inquérito.
O vendedor de milagres, um brasileiro de 30 anos de Fortaleza, é acusado de ter extorquido milhares de francos de clientes. Ele afirmava ser pai de santo e praticava sessões de umbanda em Friburgo. Apenas seu primeiro nome, João, foi revelado pelo tribunal. Na Suíça, os nomes de pessoas envolvidas em suspeitas de crime não são revelados até que a condenação final seja decretada.
João já havia sido preso por um mês em 2007. Mas foi liberado após pagar uma fiança de quase R$ 100 mil. Agora, três de seus clientes o denunciaram mais uma vez. Uma delas disse que o brasileiro a teria incentivado a seguir o caminho da prostituição.


