Brasileiro é preso na Espanha por tráfico de peças arqueológicas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de março de 2011
Redação FolhaWeb com BBC-Brasil 
Um brasileiro procurado pelos serviços de inteligência de vários países por tráfico de peças arqueológicas foi preso hoje (25) na Espanha se fazendo passar por um alto diplomata das Nações Unidas.
Ele foi flagrado na capital espanhola, Madri, com 54 obras de arte e objetos arqueológicos que custariam no mercado negro mais de R$ 1 milhão, segundo os cálculos da polícia.
Alegando sua ligação com a ONU, o detido afirmou que viajava frequentemente com relíquias de diversos países por motivos profissionais. Mas a divisão da polícia espanhola que vigia a circulação de peças protegidas consultou a origem dos objetos com os serviços de inteligência de outros países e descobriu que os documentos referentes a eles eram falsos.
Procurado
A polícia encontrou também a identidade real do brasileiro (cujo nome não foi divulgado à imprensa) que estava na lista de traficantes de relíquias mais procurado por seis países.
Segundo a polícia, o suposto traficante brasileiro tem antecedentes por falsidade ideológica, falsificação de documentos e fraude financeira em outros países. O detido não deverá ser extraditado ao Brasil antes de ser julgado na Espanha - onde cumprirá pena, se condenado.
Só pelo delito de contrabando de relíquias arqueológicas pode pegar de dois anos a seis anos de prisão. Pelo crime de falsificação de documentos, a pena varia de três anos a seis anos, e de um ano a três anos por falsidade ideológica.


