Brasileiro é libertado na Rússia após 65 dias
Agência Estado
De Brasília
Sequestrado há 65 dias por três homens armados na cidade de Nalchik, capital da república dos Cabardinos e Balcários, região próxima à Chechênia, na federação Russa, o enfermeiro da Cruz Vermelha, Geraldo Cruz Pires Ribeiro, de 55 anos, foi libertado ontem. A área onde o brasileiro estava detido fica no Cáucaso do Norte, na federação Russa.
Ribeiro foi encontrado pelo serviço secreto russo na Ingunchetia, e entregue ao Ministério do Interior da Rússia. De lá, Ribeiro seguiu para Genebra, na Suíça. O filho de Ribeiro, Tomas Emanuel Ribeiro Cruz, viajou à tarde para Genebra.
Meu irmão está bem e já viajou para a Suíça, informou o irmão de Ribeiro, o coronel reformado do Exército Gabriel Cruz Pires Ribeiro. Foi um milagre o que aconteceu, desbafou, em tom aliviado.
O fim do sequestro foi confirmado pela encarregada de negócios da embaixada brasileira em Moscou, Cláudia DAngelo. Ele fez exames e está bem, apenas mais magro, informou, explicando também que não houve pagamento de resgate.
Ribeiro foi examinado por um grupo de médicos russos no aeroporto de Moscou. Ele apresentava pequenos cortes nos pulsos por ter ficado algemado parte do tempo em que permaneceu no cativeiro. Segundo autoridades russas, a libertação só não aconteceu antes porque os sequestrados mudavam constantemente o local do cativeiro.
A família de Geraldo está tentando trazê-lo de volta ao Brasil. O irmão Gabriel Cruz Ribeiro requereu ao Ministério da Fazenda a reintegração de Geraldo ao quadro funcional da Caixa Econômica Federal. Em 1971, Geraldo deixou o Brasil e seu emprego na CEF por motivações políticas.
Geraldo Ribeiro foi sequestrado dia 15 de maio em Nalchinck, ao norte do Cáuscaso e perto da Chechênia, onde ainda há guerra civil, juntamente com uma enfermeira e intérprete russa. Eles foram sequestrados quando deixavam um escola, onde ministravam um curso de primeiros socorros. As duas russas foram libertadas. O brasileiro já participou de mais de 50 missões humanitárias pelo mundo.
A OAB também interferiu no caso. Segundo Gabriel, a ação dos governos brasileiro, neozelandês e da Cruz Vermelha foi decisiva para libertar o brasileiro.





