Brasileiro é acusado de aplicar golpe nos EUA
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Agência Estado 
Washington- O brasileiro Pedro Paulo dos Santos, de 39 anos, trabalhou durante cinco anos numa das mais prestigiadas universidades dos Estados Unidos, a Georgetown University. Fundada por jesuítas, em 1789, a universidade tem entre os antigos alunos personalidades como o ex-presidente americano Bill Clinton.
O brasileiro Santos é acusado de, entre 2001 e 2005, ter falsificado 118 cheques e roubado US$ 311.150. Ele teria inventado um palestrante fictício, que usava o currículo da professora da Universidade de São Paulo (USP) Lília Katri Moritz Schwarcz. Batizou o palestrante de Nelson Katri Arias - em ''homenagem'' a Nelson Arias, marido de sua prima, Maria Aline dos Santos.
Santos aproveitou-se de seu cargo - coordenador do programa de estudos brasileiros da Georgetown - para desviar os dólares. Ele preenchia notas de cobrança para supostos serviços de consultoria do ''palestrante'' Nelson, falsificava a assinatura da supervisora do departamento, Naomi Moniz, e depois enviava notas fiscais de Nelson Arias Inc., uma empresa fictícia. Depois que a universidade liberava os cheques, Santos os endossava como Nelson Arias e depositava em sua conta, na de sua sobrinha ou na do marido dela.
A extensão do golpe só foi descoberta depois de uma investigação do serviço secreto americano. Santos é acusado de fraude bancária, fraude postal, lavagem de dinheiro e roubo. Caso seja condenado, pode ter de cumprir até 30 anos de prisão e receber uma multa de até US$ 1 milhão.
A universidade levou cinco anos para se dar conta do esquema criminoso. Confrontado por auditores, admitiu o roubo e disse que iria penhorar sua casa para devolver o dinheiro. Santos fugiu dos Estados Unidos em março de 2005, e, segundo informações, está escondido no Rio.


