Rio de Janeiro - O brasileiro está trocando o casamento pela união informal. As estatísticas do IBGE revelam que em 2002 foram feitas 715.166 cerimônias, 4% a menos do que as registradas no início dos anos 90. A redução de 24% na taxa de ''nupcialidade legal'' ao longo da década passada reflete mudança no perfil das relações conjugais. Eram 7,5 casamentos por mil habitantes com 15 anos ou mais, em 1991, foram 5,7 mil por mil, em 2002.
Uma das razões para a diminuição das uniões formais é econômica: pagar taxas cartoriais, segundo o coordenador-geral da pesquisa, Tadeu de Oliveira. Há ainda a conquista de direitos como pensão e herança para casais que dividem o mesmo teto, embora sem vínculo legal. Os arranjos consensuais já representam 29,5% das uniões no País, de acordo com dados do Censo 2000.
A pesquisa do IBGE reúne informações sobre nascidos vivos, óbitos, casamentos, separações judiciais e divórcios ocorridos no País, notificadas pelos cartórios, varas de família, foros ou varas cíveis.
''A tendência de redução dos casamentos é reflexo da aceitação da sociedade, que até há pouco tempo tinha preconceito contra as uniões informais. O reconhecimento desse tipo de arranjo fez com que o aparato legislativo se aperfeiçoasse para garantir os mesmos direitos dos casados aos cônjuges em vida informal'', observa Oliveira.
Outra situação que vem se consolidando nos últimos 12 anos é o aumento da idade média ao casar. As mulheres, que em 1991 casavam aos 23,7 anos, agora casam aos 26,7 anos. Entre homens, a decisão que antes era tomada aos 27 anos, atualmente ocorre aos 30,3 anos. (Agência Estado)

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