Rio- O profissional brasileiro alcança, em média, sua renda mensal mais elevada aos 51 anos. Com essa idade, costuma ganhar 110% a mais do que um jovem de 16 anos, que está entrando no mercado de trabalho.
Outro dado resultante da pesquisa ''O Retorno da Educação no Mercado de Trabalho'', coordenada pelo economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais, da Fundação Getulio Vargas, diz respeito à idade em que há maiores chances de o brasileiro estar empregado: o pico da ocupação se dá dez anos antes do pico da renda, os 41 anos. Nessa idade, a probabilidade de uma pessoa estar ocupada é 6,5 vezes maior do que aos 16 anos. ''As pessoas ficam mais velhas e o salário cresce, porque acumulam experiência'', disse Neri, destacando que o investimento realizado na educação durante a juventude é recuperado mais tarde.
A partir dos 51 anos, a curva de rendimentos cai, mas não de forma acentuada. Essa evolução da renda ao longo do ciclo da vida tem comportamentos similares tanto para brasileiros com menos de um ano completo de estudo como para quem tem mais de 16 anos completos de estudo.
Já a curva que reproduz a chance de ocupação cresce na juventude, atinge o ápice aos 41 anos e é reduzida de forma mais brusca a partir daí. Isso porque inclui os aposentados em suas projeções.

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