Brasileiro assassinado em Manhattan
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quarta-feira, 04 de agosto de 1999
Por Renan Antunes de Oliveira, especial para a AE (assinatura obrigatória) 
Nova York, 05 (AE) - Detetives da 19ª delegacia de Manhattan estão investigando o assassinato do brasileiro Gilson Dias, de 37 anos, encontrado morto por estrangulamento, ontem (03), no apartamento em que vivia, na Rua 78, no Upper East Side.
Os motivos do crime são desconhecidos. O principal suspeito é um rapaz alto e forte, entre 18 e 23 anos, possivelmente americano, amigo recente da vítima.
Dias era entregador de pizzas. Natural de Bocaiúva (MG), estava nos Estados Unidos desde 1996. Seu corpo foi descoberto no chão do quarto, enforcado por uma camiseta.
Quem o encontrou foi um primo, cujo nome provável é José Dias. Os dois dividiam o apartamento, próximo ao East River, em frente a uma piscina pública. Segundo uma fonte da polícia, a morte ocorreu no final de semana. Por alguma razão, o corpo só foi encontrado na terça.
A vítima foi vista pela última vez no sábado, subindo para o apartamento na companhia do primo e de dois rapazes que eles haviam conhecido na piscina - a polícia não revelou, mas vizinhos identificaram os rapazes como americanos.
Na segunda-feira, o primo saiu para trabalhar, junto com um dos rapazes. Na terça, estranhando a ausência de Gilson, o primo foi ao seu quarto, quando o encontrou morto. Ele chamou a polícia.
Os primeiros detetives na cena classificaram o caso como homicídio. Em seguida, detiveram o primo e um dos dois rapazes da piscina, para averiguações. O segundo rapaz, o alto e forte, não estava mais no apartamento, passando a ser suspeito.
A polícia tem uma foto dele. Ela foi exibida por investigadores aos vizinhos e moradores da rua, na tentativa de identificá-lo, até hoje sem sucesso.
Hoje, a polícia informou que os dois detidos tinham sido libertados - mas, como eles não voltaram para casa, nem contataram suas famílias, é possível que ainda estejam detidos na delegacia.
Alguns familiares da vítima que vivem nos Estados Unidos querem retirar o cadáver de Dias do necrotério público, mas não podem fazê-lo porque estão ilegais no país e temem ser deportados.


