O Anel de Ferrara foi criado pelo oftalmologista brasileiro Paulo Ferrara de Almeida Cunha, de Minas Gerais. Ele adaptou um anel inventado nos Estados Unidos que era usado para a correção de miopia.
A oftalmologista Cinara Sakuma de Oliveira, da UFPR, explica que o anel americano era usado para corrigir miopia de até três graus, melhorando o formato da córnea. O brasileiro modificou um pouco o formato do anel e o adaptou para a correção da ceratocone.
Hoje, em todo o mundo, o anel é mais usado para corrigir a ceratocone do que a miopia. ''O uso do anel para corrigir miopia caiu bastante, até porque a cirurgia a laser apresenta melhores resultados'', avalia Cinara.
Segundo a oftalmologista, o Anel de Ferrara é formado por dois segmentos microscópicos de acrílico na forma de um arco. Ele é inserido dentro da córnea, expandindo o local e abaixando o ''bico'' do cone que se formou. ''Ele melhora o formato da córnea, mas não em ceratocones avançadas'', explica.
Originalmente eram necessárias duas incisões para a implantação dos segmentos, mas os oftalmologistas Cinara Oliveira e Hamilton Moreira, também de Curitiba, modificaram a técnica com um acessório que permite que o anel seja inserido com apenas uma incisão, ao invés de duas. Isso diminuiu o risco de infecção.(C.P)

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