Brasileiro acusado de morte pode se entregar
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quarta-feira, 17 de março de 1999
Por Renan Antunes de Oliveira, especial para a AE 
Nova York, 18 (AE) - Um advogado da família Sherer em São Leopoldo, na Grande Porto Alegre, está negociando com a Polícia Federal do Rio Grande do Sul, a entrega de Márcio Fonseca Sherer
de 27 anos, com a condição que ele não seja extraditado para os Estados Unidos.
Sherer está sendo procurado desde segunda-feira, acusado do assassinato do antiquário brasileiro João Sabóia, de 56 anos, ocorrido sábado no Waldorf-Astoria, um dos mais luxuosos hotéis de Nova York.
A polícia de Nova York quebrou nesta quinta-feira (18) o sigilo das investigações do assassinato, revelando a existência de testemunhas.
Segundo o detetive George Pagan, Sabóia foi morto por seu companheiro de viagem, o artista plástico gaúcho Márcio Fonseca Sherer, de 27 anos. Sherer teria levado da vítima um Rolex de ouro e cerca de 20 mil dólares, bem menos do que inicialmente se supunha.
Segundo a polícia, a principal testemunha é um garçom que esteve no quarto dos dois, momentos antes do crime, por volta das 16 horas de sexta - ele entregou gelo para o acusado, ganhando uma gorjeta de dois dólares.
A identificação de Sherer, cuja imagem foi gravada pelas câmeras de segurança do hotel, foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, Luiz Carlos Carvalho. Ele estava em Nova York para uma visita oficial previamente agendada e participou da investigação por solicitação da polícia local.
Sherer viajou de Nova York para São Paulo na noite em que o crime foi descoberto. Amanhã, membros da família Sabóia que estão em Nova York desde quarta, retornam ao Brasil, levando o corpo do antiquário para ser enterrado em Belém. Eles desistiram de processar o hotel por falha na segurança.


