Cinquenta por cento das brasileiras consideram uma prioridade acabar com o assédio sexual no lugar de trabalho, segundo uma pesquisa da Força Sindical, divulgada ontem, Dia Internacional da Mulher.
Foram ouvidas 1.016 mulheres em todo o Brasil na pesquisa, voltada para definir quais as prioridades das mulheres no mercado de trabalho e seus principais problemas; cada entrevistada tinha que assinalar 5 prioridades.
A resposta número um foi a melhoria salarial (65%) e a igualdade salarial com os homens (42%). Segundo o sindicato, no Brasil as mulheres recebem salários 40% mais baixos que os dos homens para exercerem as mesmas tarefas.
A segunda prioridade foi a questão do fim do assédio sexual (50% das mulheres em todo o País), situação que é ‘‘particularmente aguda entre as mulheres do setor rural’’.
Outras prioridades foram: a criação de creches (46%), a atenção à saúde e a segurança no local de trabalho (42%).
Um dos objetivos do estudo foi definir como as centrais sindicais se adaptam à progressiva incorporação da mulher ao mercado de trabalho, ao que 21% das entrevistadas destacaram a ‘‘falta de sensibilidade dos sindicatos na questão específica das mulheres’’.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, anunciou que o sindicato dará prioridade em toda a negociação coletiva a essas demandas: salários mais altos, igualdade de remuneração, medidas contra o assédio sexual e a violência no trabalho e jardins de infância.

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