Pasadena, 09 (AE) - As meninas do Brasil estão convictas de que ganharão o jogo de amanhã, a partir das 10h15 (horário de Brasília), contra a Noruega, pela medalha de bronze da 3.ª Copa do Mundo de Futebol Feminino. Elas já jogaram quatro vezes contra a Noruega: ganharam por 2 a 1 em 1988, perderam por 2 a 1 em 1995; empataram por 2 a 2 na Olimpíada de 1996; e perderam por 2 a 0 num amistoso depois da Olimpíada.
"Mas amanhã será a revanche", garantiu, hoje, a atacante Pretinha, logo depois do treino da seleção no campo do Pomona College, a cerca de 30 quilômetros de Pasadena, na Califórnia.
As chances são boas: o time que a Noruega vai enfrentar amanhã não é o mesmo que conseguiu derrotar há três anos. Só 40% das jogadoras permaneceram desde a última vez que os dois times se enfrentaram. E a experiência com o adversário, uma equipe mais estável que a brasileira, permitirá que o técnico Wilsinho explore as fraquezas do outro time. "A Noruega vai jogar pelo alto, porque o forte delas são as jogadas aéreas", disse.
O problema, observou Wilsinho, é que as norueguesas estão furiosas pela derrota de 5 a 0 para a China no domingo passado e isso pode levá-las a ousar mais. "Vamos precisar tomar cuidado para não deixar a bola cruzar a área, porque sem cruzamento não há cabeceio", adiantou Wilsinho.
Mesma formação - Ele vai escalar exatamente a mesma formação que usou no jogo de domingo passado contra os Estados Unidos, quando as meninas perderam por 2 a 0. O time está confiante, orgulhoso de seu próprio desempenho no jogo contra as norte-americanas. "Eu sei que esse foi o nosso melhor jogo neste Mundial; o Brasil atacou até o último minuto", comentou Pretinha, atribuindo a derrota sobretudo à má arbitragem. "Teve uma hora que havia duas bolas em campo, durante o nosso contra-ataque, e a juíza apitou e mandou parar."
A seleção dos Estados Unidos joga a final amanhã, na partida de fundo, contra a poderosa China e, até quinta-feira, haviam sido vendidos 92 mil ingressos para esse jogo, batendo todos os recordes de futebol feminino.
Havia a expectativa de que, com as vendas de hoje, fosse quebrado o recorde da Copa de 94, que o Brasil ganhou, quando foram vendidos 94 mil ingressos. O Estádio Rose Bowl, em Pasadena, comporta mais de 100 mil espectadores. Na primeira Copa Feminina, realizada justamente na China, as americanas ganharam. A segunda, na Suécia, foi vencida pela Noruega.
Agora, embora a torcida das norte-americanas nunca tenha sido maior, há reconhecimento de que as chinesas melhoraram extraordinariamente sua competência em campo. Com isso, todas as atenções estão na final e os jornais locais já nem falam mais nas brasileiras, vistas como uma surpreendente ameaça até a semana passada.
"Precisamos ganhar, é muito importante que voltemos ao Brasil com uma medalha", disse Tânia, hoje, no campo em que treinaram, em Pomona. Havia cerca de 50 torcedores no estádio, a maioria formada por latinos e brasileiros residentes em Los Angeles. "Só não vou ao estádio porque o ingresso está muito caro", explicou-se a brasileira Maria Elisa Richardson, que vive há mais de 20 anos na Califórnia. Ela é treinadora de futebol em um clube local e suas duas filhas jogam em vários times e em diferentes posições.

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