Nova York, 15 (AE) - O chefe de polícia Howard Safir desistiu nesta terça-feira (15), na Suprema Corte de Manhattan, de uma parcela de US$ 250 mil do pedido de indenização à brasileira Mônica Nascimento, na ação decorrente de acidente de trânsito envolvendo sua esposa, Carol, ocorrido em 1997.
Esta é a segunda retratação de Safir desde que ele entrou na justiça contra Mônica, em 22 de março, acusando-a de dirigir embriagada e causar danos físicos na esposa, pedindo US$ 1,25 milhão. Do total, US$ 250 mil seriam "pela perda de relações sexuais" após o acidente. Hoje, ele pediu à Suprema Corte de Manhattan a desistência da parcela referente ao item relações sexuais.
Antes, seus advogados já haviam pedido desculpas a Mônica pela acusação de embriaguês, não comprovada. O alto valor da indenização e a notoriedade de Safir continuam transformando o assunto pessoal num embaraço à administração do prefeito Rudolph Giuliani - e a alegação da perda de relações sexuais estava sendo motivo de incontáveis piadas na imprensa local.
Na prática, Safir processa a brasileira para forçar sua seguradora a pagar a conta. O acidente entre Mônica e Carol Safir ocorreu na ponte do Queens, o local mais movimentado da cidade. Mônica bateu com seu Geo Suzuki na traseira do carro de Carol, em baixa velocidade, num congestionamento. Ninguém ficou ferido na hora, mas Carol alegou sequelas.
A ação continua seu curso na Suprema Corte. "Mesmo com a redução, de mim ele nunca vai receber o milhão que falta, porque não tenho", disse Mônica. Aos 25 anos, recepcionista de um hotel em Manhattan, ela ganha salário de US$ 2.500. Mora num apartamento alugado, em Astoria, o bairro dos brasileiros, em companhia da mãe, dona Vilma, que está encostada na previdência norte-americana.

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