Santos,8 (AE) - Uma delegação da Comunidade Européia esteve hoje (8) em Santos, a fim de avaliar a armazenagem, o transporte e a coleta de amostras do farelo de polpa de frutas cítricas, que está sendo exportado para a Europa pelo navio panamenho Ostrako. A exportação estava suspensa desde abril do ano passado, tendo em vista a descoberta de níveis alarmantes de dioxina (substância cancerígena) encontrada no leite vendido à população de vários países.
Na ocasião, o leite foi retirado do mercado e, ao examinar a contaminação, as autoridades européias chegaram à conclusão de que a dioxina era proveniente do farelo importado do Brasil, utilizado na ração fornecida ao gado. Durante as investigações, os pesquisadores descobriram que o foco da contaminação era a cal fornecida pela petroquímica Solvay, uma multinacional com sede na Bélgica. A cal é utilizada para neutralizar o pH da ração.
Com a proibição da exportação do produto, o Brasil deixou de embarcar cerca de 1 milhão e 300 mil toneladas de farelo, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Exportadores de Cítricos. No início da semana, técnicos da União Européia vieram ao Brasil para acompanhar o processo de fabricação do farelo, desde a coleta dos frutos, como a laranja, o limão e a tangerina, até o esmagamento e o seu transporte para portos europeus.
Nesta sexta-feira, a delegação de técnicos estará no Rio de Janeiro, a fim de conhecer o laboratório da Petrobrás, onde são analisadas as amostras do farelo.

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