Brasil vai enfrentar a França na Davis
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quarta-feira, 06 de outubro de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
São Paulo, 07 (AE) - Não poderia ter sido melhor o resultado do sorteio da Copa Davis, realizado hoje na sede da Federação Internacional de Tênis (ITF), em Londres: o Brasil vai enfrentar a França, numa conveniente revanche, pois, desta vez, jogará em casa, provavelmente no Rio, de 4 a 6 de fevereiro. Como a equipe brasileira não foi designada cabeça-de-chave corria sérios riscos de ter adversários também fortes, como os franceses, mas com maiores possibilidades de ter de jogar fora, o que poderia ser perigoso. A França era a única opção certa de ter os jogos no Brasil.
"Somos os favoritos", comemorou Gustavo Kuerten, tão logo soube da notícia, hoje pela manhã, quando fazia exercícios de musculação, numa sala que construiu no fundo de sua casa. "Lá (em Pau, cidade francesa) fizemos um confronto de igual para igual (o Brasil perdeu por 3 a 2), em quadra de carpete e coberta", prosseguiu o principal tenista brasileiro. "Agora, tudo fica melhor jogando em casa." A idéia do técnico e capitão da equipe brasileira da Davis, Ricardo Acioly, é levar o confronto para um lugar quente e num grande centro, além de, é claro, uma quadra de saibro, especialidade dos principais jogadores, como Guga e Fernando Meligeni. E admitiu que o Rio é um dos sérios candidatos a ser sede dos jogos. Tudo se encaixa dentro de seus planos: pleno verão carioca, calor, muita agitação, quadra de saibro e sem altitude, levando o jogo a ficar lento e conveniente para seus tenistas.
"O Rio é sempre uma boa opção", afirmou Acioly. "Temos de aproveitar o fato de jogarmos em casa, levar o confronto para um lugar quente, num clima que antecede o Carnaval e, quem sabe, mostrar para os franceses o nosso tênis." Comedido, Acioly não fala em favoritismo. Prefere enfatizar o fato de o Brasil enfrentar um adversário de tradição e que pode ser campeão da Davis deste ano, pois a França fará final, em dezembro, diante da Austrália.
Enquanto isso, Larri Passos e auxiliar técnico da equipe da Davis, também mostra-se entusiasmado e espera uma grande festa para a torcida, com a oportunidade de o Brasil devolver a recente derrota em Pau, este ano.
Para Fernando Meligeni agora são grandes as chances de o Brasil voltar a conquistar uma vitória pelo Grupo Mundial. Fininho, como é chamado, soube da notícia enquanto fazia tratamento de fisioterapia para recuperar-se de uma contratura na coxa. Também está preocupado com uma leve pneumonia e, por isso, ficará sem jogar na próxima semana. "Não estava preocupado com o adversário, mas sim com a possibilidade de jogar em casa", afirmou Fininho. "Temos grandes chances."
O presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nelson Nastás, que acompanhou o sorteio em Londres, vai esperar uma reunião com a comissão técnica da Davis para então anunciar a sede do confronto. Revelou que a organização dos jogos ficará com a Octagonon Koch Tavares, hoje a empresa que promoverá todos os eventos da entidade.
Se o Brasil passar pela França, de 4 a 6 de fevereiro, terá chance de voltar a jogar em casa de 7 a 9 de abril. Enfrentaria o vencedor do confronto entre áustria e Eslováquia, como os eslovacos são favoritos, as quartas-de-final também poderiam ser no Brasil.
O sorteio de hoje em Londres definiu a chave da Davis 2000 da seguinte maneira. Estados Unidos x Zimbábue Inglaterra x República Checa Espanhá x Itália Rússia x Bélgica áustria x Eslováquia Brasil x França Holanda x Alemanha Suíça x Austrália.


