Brasília, 7 (AE) - A meta de inflação, com a qual o governo vai trabalhar a partir do segundo semestre deste ano, será discutida com a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que já se encontra em Brasília, afirmou hoje o diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo. Segundo o diretor caberá ao Ministério da Fazenda definir a meta.
Figueiredo não entrou em detalhes sobre a definição do índice. A promessa do governo é que a meta de inflação esteja definida até o final deste mês, conforme já assegurou o diretor de Assuntos Econômicos do Banco Central, Sérgio Werlang.
O diretor de Política Monetária do BC voltou a garantir que o governo não pensa em mudar a trajetória da taxa de juros, que é descendente atualmente. "Mesmo se acontecer algum aumento pontual da inflação neste mês, isso não mudará a trajetória da taxa de juros", afirmou.
Figueiredo explicou que, para traçar a trajetória dos juros, o Banco Central não olha apenas um índice e muito menos o comportamento de um único mês. "Nós olhamos vários índices no médio e longo prazo", justificou.
De acordo com Figueiredo, a trajetória da taxa de juros só será alterada se o Banco Central sentir uma mudança substancial na inflação por um período de tempo prolongado. "É o que viemos dizendo nos últimos três meses", assegurou o diretor, preocupado com a interpretação equivocada que foi dada por alguns órgãos de imprensa às declarações do presidente do BC
Armínio Fraga, em Londres, na sexta-feira passada.
BCs - Figueiredo contou que viaja na quarta-feira para Nova York, para participar de uma reunião com outros representantes de bancos centrais , no Federal Reserve (o Banco Central norteamericano). Segundo Figueiredo da reunião devem participar também os representantes do Canadá, Argentina, Chile e México.
A discussão, segundo o diretor, girará sobre a política monetária de cada País. Ele estará de volta ao Brasil na próxima terça-feira para participar de reuniões com a missão do FMI.
O ditretor do BC não demonstrou preocupação com a informação de que algumas empresas brasileiras estão tendo dificuldades de captar recursos no exterior. Na sua avaliação a captação de recursos externos é um processo que continua acontecendo e que não diminuiu de intensidade.

mockup