Brasil vai aumentar volume de gás adquirido pelo gasoduto
Brasil vai aumentar volume de gás adquirido pelo gasoduto16/Mar, 20:24 Por Cláudia Dianni Brasília, 16 (AE) - O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, e o presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Carlos Salinas, assinaram um contrato para ampliar o volume de importação de gás natural da Bolívia. O acordo foi firmado hoje durante a visita do presidente da Bolívia, Hugo Banzer, ao presidente Fernando Henrique Cardoso, no Palácio do Planalto. O gasoduto Brasil-Bolívia, inaugurado em fevereiro do ano passado, deveria transportar 18 milhões de metros cúbicos diários de gás natural para o Brasil até 2004. Com a assinatura do contrato, o volume de gás transportado até essa data passará para 30 milhões de metros cúbicos. De acordo com a Petrobras, atualmente o gasoduto transporta de 4 a 5 milhões de metros cúbicos diários de gás até São Paulo. No dia 31, o presidente inaugura, em Porto Alegre, a segunda fase do gasoduto, para atender a demanda da região sul. Com isso, o transporte chegará a 8 milhões de metros cúbicos por dia. Até 2002, o fornecimento chegará a 16 milhões. O transporte de 30 milhões de metros cúbicos só estava previsto para 2007, de acordo com o ministro das Minas e Energia, Rodolfo Tourinho. "Os resultados dos investimentos nesse tipo de energia serão mais energia e menor custo com transporte, já que o gás possibilita a produção de energia no próprio local de consumo, o que vai baratear a energia no futuro", afirmou Tourinho. "Essa antecipação vai elevar a participação do gás natural na matriz energética brasileira, de apenas 2,6%", disse o presidente da Petrobras. Segundo ele, até 2010 a participação do gás deverá ser de 12%. O projeto do governo é combinar a energia termelétrica com a hidrelétrica. "A termelétrica não depende do regime de chuvas, dá mais confiabilidade, é mais limpa e causa menos problemas ambientais", disse Reichstul. O gasoduto consumiu investimentos da ordem de US$ 2 bilhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid), Corporación Andina de Fomentos (CAF), Banco Europeu de Investimentos (BEI) e Agências de Crédito a Exportação. O traçado do gasoduto, de acordo com informações da Petrobras, foi definido para atender a um mercado responsável por 82% da produção industrial brasileira, que representa 75% do Produto Interno Bruto (PIB) e 71% do consumo energético nacional. O acordo com YPFB foi assinado em 1993 e prevê a compra e venda de gás por um período de 20 anos.





