No último recenseamento do século, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizará no ano 2000, o brasileiro terá a opção de definir, além da cor, a sua origem racial. A novidade no questionário objetiva definir, com mais precisão, a composição racial do País.
Segundo o diretor de Pesquisas do IBGE, Lenildo Fernandes Silva, entidades ligadas a grupos étnicos reclamavam do excesso de ‘‘pardos nas respostas
sobre cor, o que estaria minimizando o contingente populacional negro. Na prova-piloto do ano passado, no entanto, 80% dos entrevistados se definiram brasileiros (sem discriminar a origem).
O IBGE estima que a população do País chegará a 166 milhões de habitantes no ano 2000. A estimativa foi calculada com base na mesma taxa anual de crescimento populacional de 96: 1,38%. Na última contagem populacional, em 96,
o Brasil tinha cerca de 157 milhões de habitantes.
O censo 2000 percorrerá 44 milhões de domicílios, em cerca de 5.500 municípios, e custará R$ 630 milhões, segundo o IBGE. A maior parte do desembolso destina-se à contratação de 185,5 mil pessoas (150 mil recenseadores, 30 mil supervisores e 5.500 agentes censitários). Resultados preliminares serão divulgados no fim do ano 2000, com previsão de que, ao longo do ano 2001 e até o início do ano seguinte, esteja concluída toda a apuração do censo.
Na segunda prova-piloto do censo, que será feita em Goiás, Paraíba e Minas Gerais, as cidades do Rio e São Paulo testarão um novo procedimento: 20
mil domicílios ficarão com os questionários por uma semana. Os entrevistados nessas duas cidades opinarão sobre a melhor forma de responder às pesquisas: entrevista, correio, Internet ou disquete.

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