Brasil terá 6ª maior população de idosos
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sexta-feira, 31 de março de 2006
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Dentro de 20 anos, a população idosa brasileira, estimada hoje em 15 milhões de pessoas, vai passar de 16 para sexta maior do mundo. ''O País vai ter que estar preparado para isso''. O alerta é da presidente da Seção Paraná da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG/PR), Ivete Berkenbrock. Hoje, será encerrada em Curitiba a 16 edição de um evento da SBGG/PR sobre saúde na popularmente chamada terceira idade.
''O aumento da longevidade da população brasileira é ótimo e desejável, mas traz uma maior incidência de doenças que se manifestam com mais frequência depois dos 60 anos: artrose, diabetes, demências, osteoporose. Isso representa uma série de desafios, que exigem o envolvimento da comunidade científica e políticas públicas de saúde que minimizem os efeitos deletérios das doenças'', explicou Ivete.
''As políticas públicas brasileiras para o idoso avançaram. O Estatuto do Idoso foi uma conquista, assim como a distribuição de alguns remédios de alto custo e a criação de conselhos estaduais do idoso. Mas a maior parte dos avanços ocorreu em regiões pontuais. Não dá para dizer que houve evolução em todo o Brasil'', apontou a presidente da SBGG/PR.
Ela comentou que as políticas públicas para o idoso nas próximas décadas terão que contemplar necessariamente dois aspectos: a capacitação de profissionais de saúde para atendimento de idosos e a prevenção de doenças crônicas por meio da divulgação da necessidade de melhor alimentação, atividades físicas e outros fatores.
''Essa prevenção tem que começar cedo, na infância'', ponderou Ivete. ''A longevidade em 30% dos casos está associada a fatores genéticos e em 70%, ao estilo de vida. É necessário visar não apenas a longevidade, mas combinar envelhecimento com autonomia e independência''.


