Brasil tem dinâmica animadora, diz presidente da AOL
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terça-feira, 12 de outubro de 1999
Por Renata de Freitas 
Washington, 13 (AE) - O presidente-executivo da America Online (AOL), Steve Case, se diz um otimista em relação ao Brasil, justificando o lançamento do serviço até o final do ano no País. "A dinâmica no Brasil é muito animadora, muitas pessoas estão conectadas, mas muitas outras ainda não estão", afirmou. Ele disse estar consciente da distribuição irregular da rede no Brasil, mas aposta que a popularização da Internet vai permitir derrubar barreiras históricas. "A Internet vai possibilitar a criação de novos negócios que, de outra forma, não existiriam", afirmou.
Case, que fundou a AOL há quase quinze anos e é um dos ícones do mundo digital, acredita que é preciso ficar alerta para o risco da "barreira digital", que isolaria ainda mais pessoas sem acesso a informação. Para Case, a Internet entra numa nova fase fantástica porque as pessoas estarão conectadas não apenas ao computador, mas também a equipamentos móveis, à TV e futuramente à geladeira, por exemplo. "A idéia mais importante é nos transformarmos numa sociedade conectada", afirmou. "É uma maratona", disse. "Queremos que isso faça parte da vida das pessoas como uma coisa básica, como a eletricidade e o telefone", afirmou. "Mas ainda estamos muito longe disso".
Case entrou em contato pela primeira vez com o conceito de interatividade há mais de 20 anos ao ler "A Terceira Onda", de Alvin Tofler. A empresa começou alguns anos depois com poucos funcionários e apenas US$ 1 milhão de capital de risco. A America Online como marca foi lançada há dez anos. Há cinco anos
tinha apenas um milhão de assinantes. Agora são 15 milhões nos EUA e três milhões fora. "O principal desafio é fazer da AOL uma grande rede, com todo mundo participando", afirmou. Nos primeiros anos, a AOL ficou voltada para o mercado americano porque o capital era escasso. "A razão dessa estratégia é porque fazer tudo certo é preciso, estabelecendo uma parceria regional, contratando administradores nativos e fazendo acordos com provedores de conteúdo local. A idéia é dar às pessoas poder pelo acesso à informação, com um nível razoavelmente alto de regionalidade", disse Case. "Essencialmente estamos construindo um novo meio". (*)Renata de Freitas viajou a convite da AOL.


