Brasil tem 94% das crianças na escola
Agência Estado
Do Rio
O número de crianças entre 7 e 14 anos na escola cresceu 1,7 ponto percentual entre 1997 e 1998 de 93% para 94,7%, confirmando uma tendência dos últimos cinco anos. De 1993 até o ano passado, a proporção de meninos e meninas dessa faixa etária que estão fora das salas de aula caiu de 11,5% para 5,3%.
Esta foi uma das melhores notícias da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), avaliou o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sergio Besserman. As mudanças na educação estão ocorrendo num ritmo rápido talvez menos do que desejávamos, mas aceleradamente de qualquer forma e isto é algo que muda o Brasil.
Durante o 5º Seminário Nacional do Programa Alfabetização Solidária, em Brasília, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, lembrou que a PNAD obteve dados parecidos com os do Censo Escolar, apesar de as metodologias serem diferentes. No caso da PNAD, a coleta é feita diretamente com as famílias, selecionadas por amostragem, enquanto no censo a fonte são as escolas. Isso reforça, segundo o ministro, a certeza de que a tendência apontada pelos levantamentos está correta.
É claro que os efeitos não são imediatos, mas serão sentidos daqui a alguns anos, afirmou Besserman. Uma prévia disto está nos resultados da PNAD sobre o ensino de 2º grau. Em cinco anos, o percentual de pessoas acima de 10 anos de idade que tinha concluído o 2º grau subiu de 14,4% para 18%. A pesquisa do IBGE mostrou também que manteve-se a tendência de a taxa de escolarização de meninas ser superior à dos meninos, embora a diferença entre os dois sexos esteja caindo. No grupo entre 7 e 14 anos, a proporção de meninos fora da escola ficou em 5,6%, enquanto que a de meninas foi de 5%. Entre 1993 e 1998, estes percentuais estavam, respectivamente, em 12,3% e 10,5%.
Apesar das boas notícias, a PNAD demonstrou que a defasagem entre o Sul e Sudeste e o Nordeste do País continua alta. Em cinco anos, a taxa de analfabetismo na faixa etária dos 10 aos 14 anos quando se espera que a criança esteja alfabetizada caiu de 26,7% para 16,8% no Nordeste. Mas os números atuais da região estão muito distantes dos índices das áreas mais desenvolvidas do País: no Sudeste, o analfabetismo desse grupo etário ficou em 1,6%; no Sul, em 1,2%.
A situação no Nordeste continua muito difícil, mas é nesta região também que vem sendo registrada a mais acelerada evolução na taxa de escolarização e as maiores quedas no analfabetismo, argumentou Besserman.





