Brasil tem 65 milhões fora da escola
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segunda-feira, 24 de abril de 2006
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Cerca de 65 milhões de pessoas estão fora da escola no Brasil. Essa demanda gigantesca engloba desde a pré-escola até o ensino médio e Educação Para Jovens e Adultos. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende que a única forma de reverter esse quadro é investir mais recursos no setor, foco da VII Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, lançada ontem e que acontece até o próximo dia 28, em todas as escolas públicas do País.
Os esforços da entidade estão voltados para a aprovação urgente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que tramita no Congresso Nacional que será ocupado por 2 mil pessoas, representantes de vários estados, amanhã, a partir das 11 horas. No Estado, o movimento está sendo liderado pelo Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) e pelo Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba®MDBO¯ ®MDNM¯(Sismmac), que estão promovendo as atividades e debates do programa elaborado pela CNTE.
Na quarta-feira, não haverá paralisação das aulas como sugerido, mas a redução de 30 minutos das aulas nos 2,1 mil escolas da rede estadual de ensino. As entidades ainda prometem lotar o plenário da Assembléia Legislativa, às 14 horas, para um ato público. De acordo com o presidente da APP, José Lemos, o Paraná é o estado da região Sul que possui o maior número de analfabetos e que menos investe na Educação.
Segundo ele, o Paraná não aplica nem os 25% da receita líquida estabelecidos pela Constituição estadual, destinando para o setor, este ano, R$ 1,8 bilhão, quando o montante deveria ser em torno de R$ 2,2 bilhões. ''Vamos usar a tribuna para solicitar o apoio dos deputados e do Governo para projetos da categoria que estão tramitando na AL, como o reajuste salarial, Plano de Cargos e Carreira dos funcionários das escolas e derrubar o veto que institui o mínimo de 35 alunos por sala. Queremos que esse seja o número máximo'', disse Lemos, que ainda inclui o projeto para a inclusão obrigatória na matriz curricular do ensino de sociologia e filosofia, que hoje é optativo.


