Brasil tem 555 novas mortes pela Covid-19
País atinge a marca de 57.658 óbitos causados pelo novo coronavírus e 1.345.254 registros da infecção
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domingo, 28 de junho de 2020
País atinge a marca de 57.658 óbitos causados pelo novo coronavírus e 1.345.254 registros da infecção
Thiago Resende, Gustavo Uribe e Pedro Ladeira – Folhapress 
São Paulo - O Brasil registrou 555 novas mortes pela Covid-19 neste domingo (28), e 29.313 novos casos da doença. Com isso, o País atinge a marca de 57.658 óbitos causados pelo novo coronavírus e 1.345.254 registros da infecção.

Os dados são resultado de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou neste domingo um novo recorde de novos casos da Covid-19, considerando os dados de todo o mundo. Foram identificadas mais 189.077 infecções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, sendo que "vários países reportaram seus maiores números de novos casos em um período de 24 horas", de acordo com a organização.
Entre os países que anunciaram novos recordes, a OMS cita os Estados Unidos, que contou mais 44,7 mil casos de Covid-19, superando o recorde do sábado (44,6 mil). No mapa de registros, porém, o Brasil aparece como a nação que mais reportou novos casos da Covid-19: 46.860. O relatório da organização aponta as Américas como região com mais novos casos da infecção, um total de 117,1 mil.
Na sequência aparecem o Sudeste Asiático (25,4 mil), o Mediterrâneo Oriental (17,9 mil) e a Europa (16,5 mil). Em números totais, as Américas também lideram: são mais 4,9 milhões de casos, quase metade do total global.
Com faixas pedindo intervenção militar, um pequeno grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro promoveu neste domingo uma manifestação em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.
No início da manhã, houve um protesto contra o governo, simbólico e silencioso, no gramado da Esplanada com mil cruzes em homenagem aos mortos pelo coronavírus, organizado por um grupo de esquerda chamado Resistência e Ação.
O Ministério da Saúde anunciou neste sábado (27) uma parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca e com a Universidade Oxford, no Reino Unido, para desenvolvimento e produção de vacina contra a Covid-19. Inicialmente, estão previstas 30,4 milhões de doses. Nessa fase inicial, serão dois lotes de insumos e transferência de tecnologia: um em dezembro de 2020 e outro em janeiro de 2021.
O governo reconhece que a vacina ainda não é considerada segura nem eficaz, mas participará do seu desenvolvimento. Se comprovada a segurança e eficácia da vacina, o Brasil deverá produzir mais 70 milhões de doses.
Os custos da fase inicial, segundo o governo, são no valor total de U$ 127 milhões (R$ 695 milhões), incluídos os custos de transferência da tecnologia e do processo produtivo para Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), estimados em U$ 30 milhões (R$ 165 milhões). A população que faz parte do grupo de risco do novo coronavírus terá prioridade para a vacinação nesta etapa. Na segunda fase, das 70 milhões de doses, o custo estimado é de US$ 2,30 por dose.
A ideia do governo é adquirir a tecnologia para produção da vacina que vem sendo desenvolvida pela Oxford, mesmo sem os resultados clínicos finais na prevenção contra o novo coronavírus.


