Rio - Cerca de um milhão de brasileiros estão aderindo à informática a cada quatro meses e, em março, o País registrou 26,7 milhões de pessoas com computador em casa. Desde 2000, a taxa de brasileiros com acesso à informática avançou de 10% para 15% do total da população. A má notícia é que, apesar do avanço veloz, o Brasil ainda tem 150 milhões de ''sem-computador'', segundo projeções do Mapa da Exclusão Digital, divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Comitê para a Democratização da Informática (CDI).
''O mapa serve para um planejamento estratégico sobre o assunto. Ao longo da história, sempre fomos a reboque do mundo. Se tivermos um projeto, poderemos, no lugar de ir a reboque, tentar passar um pouquinho à frente'', disse o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal. A velocidade de ingresso de brasileiros no mundo digital é ''impressionante'' para o coordenador do estudo, o economista Marcelo Neri. Mas a questão é como acelerar esta inclusão e reduzir a distância que separa o Brasil dos outros países.
Neri argumenta que a cara da pobreza pode ser ''transformada de maneira muito rápida'' se o País souber acelerar o processo de utilização da informática. Por isso, defende adoção de políticas específicas e a formação de metas de inclusão digital. A melhor forma de combater a exclusão digital no longo prazo, segundo o estudo, é investir nas escolas e nos jovens de áreas carentes e sem perspectiva social. ''Este grupo gera maior retorno e é onde está a oportunidade'', explica Neri.

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