Brasília e São Paulo - O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (31) que o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil subiu para 12, com 5 novos casos em São Paulo e 1 em Santa Catarina. Foram descartados dois casos, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Os dados do ministério levam em conta informações até as 12h de sexta. Segundo técnicos do órgão, o caso de Belo Horizonte também foi descartado e constará no próximo relatório.

No caso dos suspeitos, cinco pessoas internadas deram resultado negativo para a análise dos vírus respiratórios mais comuns, que são usados para descartar mais rapidamente os casos. Elas estão agora sendo avaliadas com exames específicos.

Embora não haja um teste rápido para o coronavírus, é possível fazer exames para verificar se uma possível infecção ocorreu por vírus equivalente ao identificado na China, o que ocorre por meio de testes de RT-PCR e metagenômica, disponíveis em laboratórios de referência e na Fiocruz.

Os registros atuais de suspeita da doença estão distribuídos atualmente em Minas Gerais (1), Santa Catarina (1), São Paulo (7), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Ceará (1). Entre eles, está o caso de uma estudante de 22 anos atendida em Belo Horizonte e que viajou para Wuhan, epicentro da doença. O estado de saúde dela é estável.

Entre os que foram descartados, três pessoas apresentaram resultados positivo para o vírus influenza tipo A e seis para o influenza tipo B. A doença, que já matou 213 pessoas na China, infectou quase 10 mil pessoas em todo o mundo.

A epidemia de um novo coronavírus no mundo já causou uma corrida por máscaras descartáveis em São Paulo, apesar de o Brasil não ter nenhum caso confirmado da infecção.

Não há, porém, motivos para o uso de máscaras no Brasil – pelo menos por enquanto. Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), afirma que, no momento, somente pessoas que se enquadrem em caso de suspeita de coronavírus devem usar máscaras cirúrgicas até serem colocadas em isolamento. Tal procedimento é o indicado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Para prevenção da disseminação do coronavírus, a OMS também recomenda higiene das mãos e cobrir a boca ao tossir e/ou espirrar (e, em seguida, lavar as mãos).

As máscaras descartáveis só devem virar um item útil para o brasileiro caso o país passe a registrar transmissão ativa do coronavírus, ou seja, o aparecimento de pessoas infectadas que não tiveram contato com outros casos de suspeita ou contaminação.

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de Sars (síndrome respiratória aguda grave) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.(Com Agência Brasil)

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