Brasil tem 1,13 milhão a menos no ensino básico
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Agência Estado 
Brasília - O Brasil registrou neste ano 1,13 milhão de matrículas a menos no ensino básico do que o contabilizado em 2008, de acordo com dados preliminares do Censo Escolar. O número representa uma queda no período de 2,3% do total das matrículas nas redes pública e particular.
A diferença foi justificada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Isso não significa que tenha aumentado o número de crianças fora da escola. Pelo contrário. Os números estão caindo por bons motivos, disse. O ministro atribuiu a queda à mudança na metodologia do censo - que começou a ser implantada em 2006 -, à redução na taxa de repetência e ao menor número de nascimentos de crianças no País.
A redução de matrículas destoa dos dados registrados no período 2007-2008, quando houve um aumento de 203.940 no número de estudantes. Haddad não explicou, porém, porque no ano passado, quando a nova metodologia do censo já estava em uso e a tendência de queda da natalidade também havia sido registrada, o número de matrículas aumentou.
Embora os dados sejam preliminares, a expectativa é de que não haja mudança significativa na versão final do censo. Haverá um ajuste, mas muito pouco relevante, afirmou o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Reynaldo Fernandes. Estados e municípios têm 30 dias, a partir desta quarta-feira (23), para avaliar os números publicados e, se necessário, fazer correção.
No período será permitido também que as escolas que não enviaram os dados atualizem as informações. O Censo Escolar é usado para calcular o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), as médias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola e o valor de transferência de recursos públicos para alimentação, transporte, distribuição de livros, uniformes e aporte do Fundeb - fundo que ajuda a financiar o ensino básico na rede pública.


