Brasil tem 105 novas mortes por coronavírus em 24 horas
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segunda-feira, 13 de abril de 2020
Natália Cancian e Renato Machado - Folhapress 
Brasília - O Brasil registrou 105 novas mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda (13). Ao todo, são 1.328 óbitos. Tanto no sábado como no domingo, o número de novos óbitos diários ficou abaixo de cem. O próprio Ministério da Saúde esclarece que os dados coletados durante os fins de semana tendem a ser imprecisos, pois as equipes de saúde nos estados trabalham em número reduzido.
Balanço da pasta também aponta 23.430 casos confirmados da doença, aumento de 6% em um dia. Na semana passada, o País ultrapassou os 20 mil casos confirmados de Covid-19. São Paulo, o estado mais populoso do País, mantém-se como o líder em número de casos registrados, com 8.895 confirmações. O estado também tem o maior número de mortes em decorrência do novo coronavírus: 608.
Em relação aos casos confirmados, aparecem na sequência Rio de Janeiro, com 3.231 casos; Ceará, com 1.800; Amazonas, com 1.275; e Pernambuco, com 1.154. O estado do Tocantins continua sendo o único sem registrar mortes em decorrência do novo coronavírus.
Atualmente, cinco estados (Amazonas, Amapá, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro) e o Distrito Federal têm incidência 50% acima da média nacional, que é de 111 casos a cada 1 milhão de habitantes. Acima desse parâmetro, a situação é considerada como "emergência".
No Amazonas, o índice de incidência é o o triplo da nacional, com 303 casos a cada 1 milhão de habitantes. No sábado, o Ministério da Saúde anunciou o envio de médicos e enfermeiros para reforçar o atendimento, a liberação de recursos e a construção de um hospital de campanha. A avaliação é que a rede está próxima da capacidade máxima de atendimento, com risco de colapso.
Balanço da Ministério da Saúde com base em dados de 1.066 das 1.328 mortes registradas aponta que 74% delas ocorreram em pessoas acima de 60 anos. Cerca de 75% das pessoas que morreram tinham ao menos um fator de risco.Em idosos, os fatores predominantes são cardiopatia e diabetes. Já em pessoas abaixo de 60 anos, os principais fatores são asma e obesidade.
PREÇOS
Durante a pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Saúde tem pago variações de até 185% no preço de produtos necessários para abastecer redes públicas federal, estadual e municipal. Análise de 34 contratos emergenciais assinados pela pasta desde o início da crise mostra que o órgão desembolsa a empresas distintas valores díspares para materiais com a mesma descrição técnica.
A maior diferença encontrada foi nas sapatilhas próprias para hospitais. O calçado feito de TNT é usado até o tornozelo para evitar que médicos, enfermeiros e pacientes carreguem microrganismos grudados nas solas para dentro das alas de tratamento.
O órgão pagou R$ 0,07 por cada par numa compra de 100 mil itens feita em 2 de março, antes da declaração de pandemia, com um fornecedor. Menos de um mês depois, no dia 26, assinou contrato com outra empresa, pagando R$ 0,20.


