Brasil supera os EUA em cirurgias plásticas
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quinta-feira, 26 de julho de 2001
Agência EstadoDo Rio de Janeiro 
O número de cirurgias plásticas realizadas no Brasil, no ano passado, ultrapassou a quantidade de operações de estética feitas no mesmo período nos Estados Unidos, até então o líder mundial em plásticas. De acordo com estimativa do coordenador científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica-RJ, Luiz Haroldo Pereira, 207 brasileiros em cada 100 mil habitantes passaram por cirurgia estética. Nos Estados Unidos, esse índice é de 185 por 100 mil.
A média de crescimento de cirurgias plásticas no Brasil tem sido de 10% a 15% anualmente, diz Pereira. O médico calcula que 300 mil operações estéticas tenham sido realizadas no País, em 1999. No ano seguinte, teriam ocorrido 330 mil intervenções.
Para Pereira, o crescimento não é um dado negativo. Isso ocorre porque cada vez mais os médicos estão se preparando melhor. O cirurgião plástico é um médico altamente treinado, com dois anos de residência em cirurgia geral, mais três em cirurgia plástica, e que ainda faz concurso para a especialidade, afirma. O paciente sente-se mais seguro.
A alta especialização, no entanto, não impede casos como o da médica Jorama Pinto Zvaig, que no ano passado teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina (Cremerj). Conhecida por operar famosos como Tônia Carreiro e Rosa Maria Murtinho, Jorama foi responsabilizada pela morte da dona de casa Lizette Madeira da Silveria, em 1988. A médica não teria esterilizado os equipamentos.
De acordo com Pereira, a cirurgia mais procurada é a de lipoaspiração, e corresponde a 30% dos casos. A seguir vem as cirurgias de mama, com 28%.


