Com 169.590.693 habitantes, o Brasil é o quinto País do mundo em população. Concentra 2,8% dos 6,1 bilhões de pessoas do Planeta, segundo novos dados do Censo 2000 ivulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há 50 anos, o Brasil ocupava a oitava posição no ranking mundial de população. No século 20, o País cresceu dez vezes e, embora o ritmo de crescimento da população venha caindo, há 22,7 milhões a mais de brasileiros do que havia há dez anos.
O Brasil perde em população para a China (1,28 bilhão de habitantes), Índia (1,01 bilhão), Estados Unidos (275 milhões) e Indonésia (225 milhões). No entanto, difere muito destes países na relação habitante/território. O Brasil tem densidade demográfica pequena, de 19,9 moradores por quilômetro quadrado. Na Índia são 304 habitantes por quilômetro quadrado. A taxa da China é de 134 e da Indonésia, de 119. Os Estados Unidos são os que mais se aproximam do Brasil: são 29,3 norte-americanos por quilômetro quadrado. No Censo de 1991 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrava o Brasil em sexto lugar no mundo em população. Estava atrás da então União Soviética (URSS).
Embora não seja um parâmetro para medir qualidade de vida, a densidade demográfica ‘‘sinaliza a ocupação desigual do espaço’’, diz o coordenador téncico do Censo, Marco Antônio Alexandre. De fato, os números mostram enormes vazios territoriais, com média de ocupação de menos de um habitante por quilômetro quadrado na Amazônia e pontos de extrema concentração populacional, como o município de São João de Meriti (RJ), onde vivem 12.897,8 pessoas por quilômetro quadrado. Mesmo dentro dos Estados, há grandes diferenças no padrão da ocupação, fazendo São Paulo, por exemplo, ter cidades como Iporanga, com 3,93 moradores por quilômetro quadrado, ou Diadema, com 11.626.
Assim como a concentração de renda é uma das marcas do Brasil, a concentração populacional é a característica mais forte do perfil demográfico nacional. Apesar da ocupação nada homogênea do território, os números do Censo mostram uma sutil modificação nas áreas de grandes aglomerados populacionais. As maiores capitais do País, como São Paulo e Rio de Janeiro, apresentam taxa de crescimento populacional bem abaixo da média nacional.
Essas cidades deixaram de ser pontos de atração da população, como foram no passado, principalmente nos anos 60 e 70. De qualquer maneira, a concentração ainda é marcante. Apenas 224 dos 5.507 municípios brasileiros concentram metade da população (51%).

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