O fim da prostituição infantil é uma das ações necessárias para que o Brasil se enquadre à convenção 182 da OIT. O País é assinante da convenção, que prevê a eliminação do que considera ''as piores formas de trabalho infantil''. É o caso do trabalho em lixões, pedreiras, plantação de algodão, cana-de-açúcar, mineração, atividades ilícitas, exploração sexual e atuação em guerras, entre outras.
Segundo o coordenador nacional do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec), Pedro Américo Oliveira, recentemente foram identificadas 82 formas consideradas '' piores'' de trabalho infantil no Brasil, entre elas a prostituição. ''Estamos vivendo um momento de mudança de paradigma. Antes via-se o trabalho da criança como a salvação da pobreza para sua família. Hoje, sabe-se que se ela não estudar, não vamos conseguir romper com este ciclo de pobreza'', diz.
Graças à atuação avançada na área, de acordo com ele, o Brasil já conseguiu diminuir em 2 milhões o número de crianças que trabalhavam. Hoje, calcula-se que ainda existam 2,9 milhões de menores nestas condições.(M.G.)

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