Rio - O País registrou alguns avanços na área educacional no período 2001-2011, segundo a Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) 2012, divulgada ontem pelo IBGE. Aumentou de 27% para 51% a proporção de jovens de 18 a 24 anos frequentando curso superior (inclusive mestrado e doutorado) e houve queda de 21% para 8% na proporção de brasileiros nessa faixa etária que estavam no Ensino Fundamental. Aconteceu ainda crescimento de 40% na proporção de estudantes com 15 a 17 anos no Ensino Médio (embora só metade na série adequada). Mesmo assim, o Brasil ainda tem uma taxa quase três vezes maior que 29 países europeus selecionados.
Houve ainda, de acordo com a SIS, um lento aumento nos anos de estudo dos brasileiros no período (de 6 para 7,4 anos de 2001 a 2011). Nunca tantos pretos e pardos frequentaram ensino superior como em 2011, segundo a SIS: 35,8% dos jovens desses grupos éticos na faixa de 18 a 24 anos que estudavam no Brasil estavam em faculdade naquele ano. O aumento de 350% em relação aos 10,2% de 2001 esconde, no entanto, que a desigualdade: dez anos antes, a proporção de brancos de 18 a 24 no nível superior (39,6%) era maior do que a dos pretos e pardos no mesmo nível em 2011. No ano passado, dos jovens brancos de 18 a 24 anos que frequentavam escola, 65,7% estavam no ensino superior.

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