Brasil registra aumento de divórcios
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O número de divórcios no Brasil cresceu 15,5%, em 2005, na comparação com o ano anterior, passando de 130.527 para 150.714. As Estatísticas do Registro Civil divulgadas, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que, no mesmo período, a taxa de divórcios no País passou de 1,2 para 1,3 por mil pessoas de 20 anos ou mais e atingiu seu maior patamar desde 1995. O total de separações judiciais (100.448), no ano passado, também, foi 7,4% maior em relação a 2004, retomando uma trajetória de crescimento.
Quanto à natureza, o estudo do IBGE aponta que 76,9% das separações judiciais concedidas, em 2005, foram consensuais; 22,9% se caracterizaram como não-consensuais; e 0,02% não tiveram natureza declarada. A região Nordeste foi a que teve o maior percentual de separações judiciais não-consensuais (35,1%), enquanto que no Sudeste a maior proporção foi de separações consensuais (79%).
No Paraná, as separações consensuais atingiram 80,9% dos 4.769 casos registrados em 2005. Entre as separações não-consensuais -910 no total-, a maioria dos pedidos partiu das mulheres (481) e se deu por ''conduta desonrosa ou grave violação dos deveres do casamentos'' (606), conforme critério estipulado pelo IBGE.
As estatísticas do IBGE mostram, ainda, que, no Paraná, 35% das separações judiciais aconteceram entre cônjuges que estavam juntos há mais de 10 anos. A maior proporção (18,22%) era de casamentos de mais de 20 anos, seguida das uniões com duração de uma década até 14 anos (16,8%). Por outro lado, a pesquisa aponta, também, menor tolerância dos casais paranaenses, já que um terço das separações se deu entre casamentos com até cinco anos.
O crescente número de divórcios ou separações judiciais, no entanto, não desanima quem quer legalizar a união, mesmo que seja pela segunda vez. Além do aumento nos casamentos, o IBGE observou acréscimo na proporção de casamentos no quais um dos cônjuges ou ambos eram divorciados. De 1995 para 2005, o percentual de mulheres solteiras que se casaram com homens divorciados passou de 4,1% para 6,2%, enquanto que o de mulheres divorciadas que se uniram legalmente com homens solteiros cresceu de 1,7% para 3,1%.
Os casamentos entre cônjuges divorciados também aumentaram de 0,9% para 2,0%. Apesar da grande maioria das uniões legais se dar entre cônjuges solteiros (85,9%), o IBGE observou tendência de queda contínua nos últimos 10 anos.
Em 2004, foram registrados 806.968 casamentos: número que pulou para 835.846, no ano passado, representando um crescimento de aproximadamente 3,6%. Segundo análise do IBGE, o aumento segue uma tendência observada desde 2001 e resulta, em parte, da legalização de uniões consensuais. A pesquisa atribui esse aumento, em parte, à realização de casamentos coletivos -decorrentes de parcerias entre prefeituras, cartórios e igrejas- e, à prevalência de uma certa estabilidade econômica nos últimos anos.


