Brasil reforça controle de saúde na fronteira
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sexta-feira, 25 de abril de 2003
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - Os governos do Brasil, Paraguai e Argentina estão planejando ações integradas para prevenir a entrada da pneumonia asiática pela tríplice fronteira. O objetivo é implantar um forte esquema preventivo em Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú por causa da entrada e saída de pessoas ligadas à colônia de asiáticos na região. Nenhum caso suspeito foi registrado na área trinacional.
Técnicos verificaram as estruturas dos aeroportos, das unidades de saúde e a movimentação de pessoas. Com esses dados, serão traçados planos de cooperação e sistema de fiscalização homogênea. As medidas visam evitar eventual entrada e proliferação da doença nos países, afirma Daniel Lins Menucci, gerente geral de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
As três cidades têm juntas 572 mil habitantes, entre eles os imigrantes asiáticos, além de uma considerável população flutuante de turistas. Não há dado exato, porém estima-se que a colônia chinesa tenha cinco mil representantes. Perto de cinco mil trabalhadores e centenas de empresários cruzam as pontes da Amizade (Brasil/Paraguai) e da Fraternidade (Brasil/Argentina) diariamente.
Foz e Puerto Iguazú têm aeroportos próprios, mas não recebem vôos diretos da Ásia e possuem poucas linhas internacionais. O aeroporto mais próximo de Ciudad del Este fica em Mingua Guazú, distante 30 quilômetros da fronteira. Lá também não existe conexão direta com a Ásia e seus vôos internacionais têm como escalas São Paulo e Buenos Aires.
A iniciativa de combater a possível entrada da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) partiu dos técnicos brasileiros do Ministério da Saúde. O governo quer ajudar os países vizinhos, embora os três países garantam que estão acatando as determinações da Organização Pan-Americana de Saúde. O Brasil cogitou dar apoio técnico e ceder profissionais para atuar nas cidades fronteiriças.
Ontem, técnicos do Ministério da Saúde entregaram kits de emergência para equipe médica do Hospital Costa Cavalcanti, que ficou como referência na região. O MS também orientou uma médica infectologista e funcionários do Costa Cavalcanti, que já destinou uma área especial para isolamento. No Paraná, a rede preventiva inclui o Hospital Universitário, em Lonrina, e o Hospital de Clínicas, em Curitiba


