Brasil quer Ideb de país desenvolvido em 2022
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Carmen Pompeu <br> Agência Estado 
Fortaleza - O Brasil quer chegar a 2022 com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) igual ao de países desenvolvidos, com o analfabetismo erradicado e com oportunidade para todos. Foi o que disse a assessora especial do Ministério da Educação, Linda Goulart. Ela coordena o 1 Seminário Internacional de Mobilização Social pela Educação, que acontece em Fortaleza, reunindo 500 participantes de todo o País. Entre os palestrantes, estão renomados estudiosos como os colombianos Bernardo Toro e Bernardo Nieto, especialistas em mobilização e reformas educacionais, e Heather Weiss, diretora do Harvard Family Research.
De acordo com Linda Goulart, o diálogo pela educação deve ser estendido à sociedade. ''É por esse motivo que o MEC está se dedicando a repassar para os agentes que atuam no setor técnicas e experiências de mobilização no sentido de promover a interação entre família, escola e comunidade'', explicou.
Segundo ela, o seminário tem como objetivo proporcionar espaço para discussões sobre a importância da participação das famílias na vida escolar dos filhos, bem como de que maneira a colaboração de segmentos organizados da sociedade e os órgãos públicos de áreas correlatas à educação, além das lideranças sociais e religiosas, podem contribuir no processo de melhoria da qualidade da educação.
Ontem, os palestrantes Bernardo Nieto e Márcio Simeone Henriques falaram sobre o tema Comunicação e Mobilização. Nieto definiu e apontou as implicações dos processos de trocas sociais que buscam a mobilização. ''A comunicação é fundamental para estabelecermos essas mudanças, porém não pode fazer milagre'', comentou. Segundo ele, o ''motor fundamental é o impulso criador dos dirigentes''. Ele lançou a seguinte pergunta para a plateia, formada por gestores em sua maioria: ''Somos impulsionadores ou obstáculos para essas mudanças?''.


