Brasil quer dobrar doações de órgãos
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segunda-feira, 23 de setembro de 2002
Agência Folha 
Brasília - Com o objetivo de dobrar o número de notificações médicas sobre doadores de órgãos em potencial, foi lançada ontem em Brasília a 4 Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos.
Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), os médicos só repassam informações sobre um de cada oito doadores em potencial.
Apesar de o número de transplantes de órgãos ter dobrado nos últimos quatro anos o Brasil é o segundo colocado mundial nesse tipo de cirurgia , o número de pacientes à espera de um transplante de rim chega a 22 mil. Em 2001, mais de 3.000 pessoas receberam um rim novo de doadores vivos ou mortos.
Outras 210 pessoas esperam por um transplante de coração. No ano passado, foram feitos 117 desses transplantes.
No total, há 47 mil pessoas na fila por um transplante. No ano passado, foram realizadas 7.700 transplantes, de acordo com o ministro da Saúde, Barjas Negri. Segundo a ABTO, cerca de 95% são realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e a meta é chegar em breve a 10 mil.
''Seis de cada dez famílias abordadas autorizam a doação de órgãos'', explicou José Medina Pestana, presidente da ABTO. Segundo ele, é importante que as pessoas digam a seus familiares que desejam ser doadores. ''A família sempre entende isso como um último desejo''.


