O Ministério da Saúde vai importar até junho, em caráter emergencial, 12 milhões de doses de vacina tríplice, para evitar um colapso nos postos e centros de saúde de todo o País. Ontem, em nota oficial, o ministério admitiu existência de problemas no abastecimento por causa do atraso nas entregas de vacinas e pela demora no processo de licitações para aquisição de novos lotes. Além disso, as importações feitas durante o ano foram insuficientes para atender a demanda.
O Ministério da Saúde confirmou a suspensão da aplicação das vacinas tríplice, que não haviam sido testadas antes do uso. No entanto, segundo a nota oficial, o desabastecimento temporário não irá alterar o cronograma de aplicação, nem afetar a credibilidade do Programa Nacional de Imunizações.
Na semana passada, o governo distribuiu apenas um milhão de doses para as secretarias estaduais de saúde, o que corresponde à metade da necessidade mensal dos estados.
Segundo a nota do Ministério da Saúde, apesar dos problemas, as campanhas de vacinação não sofreram alterações, ficando garantida a realização, no dia 16 de agosto, da multivacinação.
O governo também está adquirindo quatro milhões de doses de vacina contra hepatite B, pelo Fundo Rotatório da Organização Mundial de Saúde, e no dia 9 de junho vai publicar edital de licitação internacional para comprar mais 12 milhões de doses. Esta medida vai permitir que a vacinação seja feita em todo o País, e não apenas nas áreas consideradas hiper-endêmicas, como estava sendo feito até agora.
Até o final do primeiro semestre deste ano, o Ministério da Saúde espera suprir as necessidades em todo o País, colocando 24 milhões de doses em toda a rede de saúde. Esta quantidade, segundo o ministério, será suficiente para garantir a demanda até o final do ano e assegurar estoque para todo o primeiro semestre de 1998.
O governo também descartou o risco de epidemias de difteria, tétano e coqueluche por causa da falta de vacinas. ‘‘Para ocorrer uma epidemia, é necessário que persista uma quantidade muito grande de crianças desprotegidas (não vacinadas) em contato com as bactérias causadoras das doenças’’, diz a nota.
Soja - Pesquisas realizadas em Israel estão acenando com a perspectiva de recuperação parcial da memória perdida pelo envelhecimento. Os estudos utilizaram a substância fosfatidilserina, produzida a partir da soja. A PS - sigla em inglês para essa substância - faz parte da membrana celular do tecido nervoso e sofre um desgaste com o tempo.
A droga estudada - encontrada no mercado com o nome de Memogen - seria capaz de reconstituir em parte essa perda. Nos doentes que sofrem do mal de Alzheimer, ela retardaria a degeneração do organismo. Jaacov Gindin, chefe do Departamento de Geriatria do Hospital Kaplan, de Israel, disse que 60% dos pacientes acompanhados relataram melhora. Gindin falou ontem no 7º Congresso Internacional de Medicina Ortomolecular e Radicais Livres, realizado em São Paulo.

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