Brasil prioriza formação acadêmica
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de abril de 1999
Agência Folha 
O incentivo à educação profissional é importante para melhorar o grau de formação dos trabalhadores, diz Francisco Aparecido Cordão, do Conselho Nacional de Educação. Em relação a outros países, o Brasil tem uma parcela muito pequena de seus estudantes voltados para a formação técnica. Dados da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) revelam que enquanto o Chile tem 42% de seus alunos matriculados em cursos técnicos e vocacionais, no Brasil não se chega a 20% do total.
No Brasil prevalece a ênfase na formação acadêmica e não na formação técnica, diz Marcos Antônio Monteiro, do Centro Paula Souza.
Para ampliar a oferta de ensino profissionalizante - entendido pela Unesco, como um dos meios que possibilita a ascensão social - , o Ministério da Educação criou o Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep). A idéia é que, por meio da distribuição de recursos e de ações articuladas com diversos segmentos da sociedade, o Proep seja o principal agente de implantação do sistema de educação profissional no Brasil.
O programa é consequência de uma parceria entre os ministérios da Educação e do Trabalho. São diversos os objetivos: ampliar e diversificar a oferta de vagas, adequar os currículos e cursos às necessidades do mundo do trabalho, qualificar e reciclar profissionais independentemente do grau de escolaridade, formar jovens e adultos nos níveis médio (técnico) e superior (tecnológico).
Os recursos do Proep são originários do governo federal (25% do Ministério da Educação e 25% do Fundo de Amparo ao Trabalhador do Ministério do Trabalho e Emprego) e os 50% restantes vêm de empréstimos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Para obter os recursos, escolas, instituições e estados podem apresentar projetos para adquirir equipamentos, materiais, capacitar docentes e pessoal administrativo, entre outras coisas. (Marta Avancini)


