O presidente Fernando Henrique Cardoso formalizou ontem o compromisso do governo brasileiro de tornar pelo menos 10% da floresta amazônica área de preservação ambiental até o ano 2000. Hoje, apenas 3,49% da floresta é composta por parques ou reservas biológicas.
Ao mesmo tempo, FHC assinou decretos criando três novas áreas de conservação ambiental, duas em Roraima (Parque Nacional de Viruá, com 227 mil hectares, e Parque Nacional da Serra da Mocidade, com 350 mil hectares) e outra no Rio de Janeiro (Parque Nacional de Jurubatiba, com 14 mil hectares de mata atlântica). Também foi anunciada a criação de outra reserva biológica no Rio, a da Fazenda União, com 3.120 hectares.
Todo o pacote de medidas ecológicas foi definido pelo presidente como ‘‘o começo de um processo longo’’, que requer persistência para ser alcançado. ‘‘Não é uma meta espetacular, mas necessita de articulação, especialmente com as organizações não-governamentais’’, afirmou FHC. Para viabilizar a meta de preservação da Amazônia, o governo brasileiro firmou convênio com o Banco Mundial e o WWF (Fundo Mundial para a Natureza). O Brasil é o primeiro de 22 países que aderiram à campanha mundial ‘‘Terra Viva 2000’’, lançada pelo WWF em 1996, a formalizar o convênio.

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