Nova York, 21 (AE) - Analistas e investidores consideraram boa as exposições do presidente do Banco Central sobre o lançamento de globals bonds por parte do País no exterior, o primeiro a ser realizado após a crise econômica, que necessitou da ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ser atenuada, juntamente com reformas na economia, ainda em andamento. Analistas consultados entendem que o Brasil terá êxito no seu lançamento, alguns até entendem que poderá chegar a mais de US$ 3 bilhões.
Um dos especialistas a comparecer a reunião em Nova York foi o diretor da SG Coewn Securities Corporation, Ronald Ratcliffe. Segundo ele, a preocupação evidente durante a conferência do presidente do BC, Armínio Fraga, foi mais localizada em relação déficit fiscal brasieliro. Disse também que outro fator de preocupação é o da volta da inflação ao Brasil. "Sem dúvida há uma grande preocupação com a inflação, que sua bolha cresça acima do esperado. A questão é quão grande será a bolha, e em quanto tempo poderá murchar?" Sobre a questão da CPI dos bancos, "ela não é uma grande questão, e envolve um ou dois bancos e não vai abalar a credibilidade do Brasil", salientou Ratcliffe.
Voltou a afirmar também que em relação ao lançamento dos globals bonds, "há otimismo do mercado em relação ao Brasil e que terá boa receptividade. Esse lançamento deverá gerar possibilidade de novas captações no futuro". Ronald Ratcliffe lembrou ao final de sua entrevista que o real deverá se manter forte, com o governo impedindo o seu enfraquecimento.
Armínio Fraga assim que acabou a reunião com investidores e analistas em Nova York, viajou para Boston para um novo road-show, devendo voltar à cidade na sexta-feira para o lançamento, quando concederá uma entrevista por volta das 17 horas, após a operação.

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