Brasil pode ter bolsa de commodities ambientais
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segunda-feira, 06 de dezembro de 1999
Por Gecy Belmonte 
Brasília, 6 (AE) - O Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo está fazendo contatos com representantes do setor privado, de organizações não governamentais (ONGs) e do governo para viabilizar a implementação da Bolsa de Commodities Ambientais. A proposta, pioneira no País, permitirá que os ativos da Mata Atlântica como orquídeas, bromélias e erva-mate sejam negociados à vista e no mercado futuro, obtendo recursos para financiar o meio ambiente junto ao setor privado, segundo explicou hoje a coordenadora do projeto CTA (Consultant Trade Adviser - Geradores do Negócios), do Sindicato, Amyra El Khalili.
Durante seminário realizado na Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Amira Khalil, explicou a proposta e pediu sugestões aos técnicos do governo para aprimorar o projeto. Segundo ela a proposta de criação da bolsa de commodities ambientais foi encaminhada ao Conselho Nacional da Reserva da Bioesfera da Mata Atlântica, órgão que reúne representantes do governo e organizações não-governamentais que militam na área. "A criação da bolsa de commodities só será viável se a sociedade se envolver diretamente com o assunto", salienta Amyra El Khalili.
Amyra explicou que a bolsa de commodities que está sendo apresentada pelo Sindicato prevê a criação das Cédulas de Produto Ambiental (CPAs), papéis que seriam negociados, através de leilões, no mercado à vista e à prazo. Ela salientou que a intenção do sindicato, ao lançar a proposta, foi a de formalizar o mercado de produtos ambientais visando a geração de mais empregos, além de preservar a floresta através de uma exploração sustentável. Como exemplo da absorção de mão-de-obra no setor, ela cita o cultivo da erva-mate, que emprega 700 mil pessoas. "Isso é muito mais do que emprega a indústria automotiva", afirma.


