Brasil piorou resultados da montadora
DEARBORN, EUA, 14 (AE-AP) - A melhoria dos resultados da Ford foi quase que totalmente provocada por melhores condições de mercado nos Estados Unidos e no Canadá. A montadora ainda tem problemas na América Latina e na Europa. Segundo o analista John Cases, do banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch, "foi um trimestre excepcional na América do Norte, prejudicado pela continuidade de um desempenho ruim nos demais mercados".
Segundo Casesa, "os resultados foram um claro lembrete que a Ford está determinada a transformar a empresa a longo prazo, mas ainda há alguns problemas a curto prazo".
O presidente da Ford, Jac Nasser, disse em Michigan que há muitos fatores positivos em relação à economia dos Estados Unidos. "Estamos confiantes que as vendas de veículos vão permanecer aquecidas durante a segunda metade de 1999 e no ano 2000".
A Ford sofreu um prejuízo de US$ 120 milhões na América do Sul no segundo trimestre, em comparação com lucros de US$ 14 milhões no mesmo período do ano passado. A empresa informou que esse resultado foi provocado pela deterioração das operações no Brasil, onde as vendas de toda a indústria automobilística recuaram 20% no primeiro semestre. Segundo a Ford, as vendas no Brasil devem continuar fracas até o fim do ano.
O ajuste do valor dos estoques da companhia sueca Volvo, exigido pelas normas contábeis norte-americanas, elevou os custos e reduziu os lucros na Europa como um todo. No total, a Ford lucrou US$ 89 milhões na Europa, ante um ganho de US$ 310 milhões no mesmo período do ano passado. Sem contar o ajuste contábil, o lucro teria sido de US$ 214 milhões, uma queda de 31%.
Os resultados na Europa refletem a abrupta queda nas vendas de modelos defasados, como o Fiesta e o Mondeo, além de redução nas exportações. Apesar da redução das vendas, a empresa foi beneficiada pelas fortes vendas iniciais do Focus, lançado há poucos meses, e por uma melhoria no desempenho da divisão Jaguar.





