Brasil perde quatro posições no IDH
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terça-feira, 23 de julho de 2002
Agência EFE 
Manila - O Brasil caiu para a 73 posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elaborado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que conclui que as liberdades e direitos democráticos dos cidadãos do país são respeitados apenas parcialmente. Foram quatro posições a menos, em relação ao relatório do ano passado do Pnud, que desta vez deu atenção especial ao aprofundamento da democracia no mundo.
O grau democrático das instituições brasileiras é bastante alto, obtendo uma pontuação de 8 numa medição que vai de -10 a 10 pontos. No entanto, o país ganhou nota 3 nos quesitos liberdades civis e direitos políticos, numa escala de 1 a 7 na qual os países com pontuação entre 3 e 5 são considerados parcialmente livres, assim como no que se refere à liberdade de imprensa. Segundo o Pnud, a corrupção é um dos problemas mais graves do Brasil: numa escala de 0 a 10, o país obteve só 4 pontos.
A pobreza se acentuou no Brasil no ano 2000, já que 11,6 por cento da população viviam com menos de um dólar por dia contra 9 por cento do ano anterior , 26,5 por cento dos brasileiros sobreviviam com menos de dois dólares por dia e os 20 por cento mais ricos tinham 64,1 por cento da riqueza do país, contra 63 por cento no ano anterior.
A expectativa de vida se mantém em 67,7 anos, assim como a taxa de fertilidade, que é de 2,3 filhos por mulher, num país em que 28,8 por cento da população têm menos de 15 anos.
O índice de alfabetização também cresceu alguns décimos, ficando, entre os adultos, em 85,2 por cento e entre os jovens em 92,5 por cento.
Também cresceu o PIB per capita, que foi de 7.625 dólares, contra 7.037 em 1999, um dado positivo desgastado por uma alta de 7 por cento do IPC.
No que se refere à igualdade de gêneros, aspecto no qual o Brasil está na 64º colocação, há uma disparidade salarial clara: as brasileiras ganharam uma média de 4.557 dólares, contra os 10.769 dólares dos homens.
Em um dos países latino-americanos pioneiros na concessão do voto feminino (1934), as mulheres ocupam só 6,7 por cento das cadeiras parlamentares.


