O ministério da Justiça pediu ao governo dinamarquês a prisão preventiva e a extradição de Marcelo Bauer, 34 anos, preso anteontem na Dinamarca pelo assassinato da namorada Thaís Muniz Mendonça, há 13 anos. Desde o crime, que ocorreu em Brasília, Bauer vinha sendo procurado pela Polícia Federal.
Anteontem à tarde, ele foi preso em Copenhague, capital do país, onde morava. Estava na casa da namorada quando foi pego pelo Ministério Público dinamarquês e não reagiu à prisão. Até que a justiça da Dinamarca avalie seu caso, o que, segundo a estimativa do Ministério da Justiça, deverá acontecer em pelo menos 30 dias, Bauer continuará na cadeia.
O governo brasileiro quer que Bauer fique preso até que se decida sobre sua extradição e acha que tem chances de ser atendido, apesar de não haver tratado de extradição entre os dois países.
Para o ministro da Justiça, José Gregori, o fato de a Dinamarca ter aceito a documentação sobre o crime imediatamente e ter prendido o rapaz é um bom sinal. Ontem, Gregori enviou carta à embaixadora da Dinamarca no Brasil, Anita Hugau, reforçando o pedido.
Na época em que aconteceu, o crime teve grande repercussão na capital federal. O corpo de Thaís, estudante de Letras da Universidade de Brasília e funcionária do extinto INPS, foi encontrado com 19 perfurações em volta do pescoço e no coração e um tiro na cabeça. Bauer, o namorado, passou a ser o principal suspeito imediatamente e desapareceu.
Depois da prisão, o diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa, afirmou que o fato de o pai de Bauer ser coronel e trabalhar no Serviço de Inteligência da Polícia Militar teria dificultado sua localização pela polícia.
A polícia informa que, durante o período em que esteve foragido, Bauer morou em Porto Alegre, no Chile e na Alemanha, antes de chegar à Dinamarca. Ali, conseguiu um visto estudantil e cursava economia com bolsa da universidade.

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